sábado, 20 de dezembro de 2008

Amor...

Dói-me aqui... no peito,

Bem no sítio de onde arranquei o teu amor.

Dói-me tanto e sem sentido!

Este meu coração, ferido.

E essa dor, no meu silêncio,

Magoa em meu redor,

Fere de morte o nosso amor.

Alex 20/12/2008

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Sede

Aprendi a beber em ti, minha fonte, minha nascente

Mataste-me a sede de viver, com as tuas águas refrescantes

Bebi-te aos poucos, não consigo sacear-me

De cada vez que olho as tuas águas cristalinas

Vem-me à alma uma sede, um desespero

Preciso de ti, sem beber-te não vivo

Sem escutar o teu marulhar, definho

Sem mergulhar em ti, já não sou eu

Quero ser levada na tua corrente

Percorrer-te da nascente à foz

Navegar-te pelas margens, pelos canais

Meu rio, minha vida

Alex

19/11/2008

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Emoções

Hoje o dia é uma montanha russa

É um turbilhão de emoções

Uma roda viva de coisa nenhuma

Numa revoada de tudo...

E de nada.

Hoje as horas são mais longas

Os momentos mais profundos

As sensações mais à flor da pele.

E hoje o dia é cinzento, ventoso, frio

E é de sol, de calor e de ternura.

E hoje o dia é uma lágrima

Chorada, longe de ti

É uma mágoa profunda

Que quero diluir em mim.

E é todo o meu amor

Todo o teu amor

Nesta confusão de nós.

Alex

sábado, 25 de outubro de 2008

CATIVAR

Seduzir

Aliciar

Atrair

Encantar

Fascinar

Arrebatar

Afeiçoar-se

Conquistar

Deslumbrar

Enfeitiçar

Prender

Magnetizar

Avassalar

Foram estes os passos que deste para me CATIVAR...

Alex

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Inferno de Dante

Eu estranha de mim mesma
Reflectida no espelho da vida
Não me reconheço...
Não sei quem sou!
Agora alegre, feliz, capaz
E de seguida negra, vulgar, irreconhecível!
Por onde ando?
Que caminhos percorro
Que espinhos me arranharam
Que fiz de mim...
Onde fica essa ponte
Por onde atravesso, desorientada
E os caminhos de ida e volta
Antes imutáveis e agora...
... Agora natureza perecida,
escuridão, desolação...
Os meus passos perdidos
E a minha mente percorrendo
O Inferno, como Dante.

Alex 29-05-2008

domingo, 11 de maio de 2008

Achado

Encontrei no meu caminho a dor...
Encontrei a morte...
... a desilusão.
Tropecei em cada pedra,
Caí e levantei-me
E voltei a cair, ferida...
Erguendo-me de seguida.
Cheguei aki marcada,
Cicatrizes visíveis e invisíveis...
Cheguei tatuada pela vida,
O olhar perdido e a boca amarga.
No meio do meu caminho,
Encontrei, sem ver, a luz!
Dançou diante de mim, revelou-se.
Banhou-me, penetrou-me
E sem que eu pudesse impedir...
... iluminou-me,
... iluminaste-me!
Alex 10-05-2008

domingo, 27 de abril de 2008

De olhos bem abertos


Abre os olhos
Vê claro
Vê bem fundo
Vê fechado
Vê na alma
Lê na alma
A verdade que te acalma
A verdade que te inflama
Solta essa voz sem idade
Solta o grito lá do fundo
Grita alto...LIBERDADE
Alex

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Paraíso

Saboreio de longe o teu olhar

Doce, terno...

Saboreio-o, saboreio-te.

Provo à distância, desejo!

Mato a sede, bebendo-te as palavras

Mato a fome, alimentando-me da tua imagem.

Perco-me em devaneios, porque existes

És vida para lá da sensaboria, da mediocridade.

És o conforto onde me aninho,

O carinho que me embala.

És o meu refúgio,

Paraíso...

Alex 15/4/2008

quinta-feira, 6 de março de 2008

Cicatriz

Deslizar em mim teu doce olhar

E deixar derramar palavras silenciosas

Vestir-me de carinho e ternura

Marcar a fogo, em mim, na pele

Suave tatuagem idelével

Que abrasa dentro a alma

Fere, queima, deixa para sempre...

... cicatriz!

Alex 6/3/2008

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Palavras escolhidas a pensar em ti...



Rasgas-me o pensamento,
Alucinas-me a lucidez.
Deixas-me em tal tormento,
Que o meu sono é agitado
E o meu dia sossegado,
Pela imagem que projecto
E que sinto aqui tão perto,
Que quando te estendo a mão,
Nem percebo que é em vão,
Pois quase te posso tocar
Ao sentir meu coração.

Loucos...

Loucos são aqueles
Que não sabem como viver.
Loucos os que não amam
Para não ter que sofrer.
Têm medo das palavras!
Quando o amor os intimida
Fogem dele para tão longe,
Numa fuga destemida
E não regressam jamais
Àquele ponto de partida.
Onde tudo é tão belo,
Onde nasceu o amor
Ficam num sítio ermo
Onde só existe a dor.


Alex
6/11/99

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Confusões

Eu não quero acreditar

Em tudo o que me vai na alma

Não sei ver claramente

Perdi o esteio, a calma

Nesta confusão tamanha

Emaranhado de emoções

Tudo passa como num filme

Estranhas cenas, confusões

E eu perdida neste cenário

Ilha, isolada de vida

E num momento, um instante

Não me encontro, estou perdida.

Alex 8/1/2008

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Fuga

Fugir daqui, de mim
Fugir de ti, parte de mim.
Sair deste mundo
Partir sem rumo...
... e encontrar-te!
De mim e de ti fujo,
Em mim te encontro.
Redundante caminho
Onde me perco.

Alex 24/1/2008

Ruidos

serra1

Foto de Rick

Escuta o ruido que abarca a paisagem...

Escuta o marulhar das ondas, no cimo desta montanha...

Escuta o barulho do vento no silêncio da casa fechada...

O assobiar do silêncio pelas frestas estanques da tua vida.

Fecha os olhos para ver melhor

De que cor é o negrume,

De que tom se apaga a dor,

De que mescla nasceu a cor primária.

Faz tudo isto,

Faz de ti antítese

Quebra a corrente

Enfrenta a vida

Dá-lhe as costas

Faz bem,

Faz mal,

Mas não deixes de fazer...

Alex 24/1/2008

sábado, 19 de janeiro de 2008

Melodia

pauta1 

Hoje a minha vida é

Uma melodia desafinada!

Que acordes tocaste no meu ser

Que despertaram esta imensidão de nada

Preencheram este espaço vazio

Desconhecido em mim.

Em que teclas pousaste os teus dedos

Com tanta doçura

Que despertaram luz e cor e som

E me desadormeceram para o sonho

De onde nasce essa melodia?

Em que parte de mim tocaste,

Para tanger com tal doçura

Amor...

Nunca ninguém arrancou de mim

Acordes suaves, como estes

Envolventes, sensuais

Derramados.

E eu envolta nesta mortalha de sons

Sufoco...

Jamais serei capaz de escrever o verso

Dizer a dor e a alegria.

Em que parte de mim encontraste o amor?

Se nem eu sabia que existia.

Lânguida dor de bem estar

Aperta-me o coração.

Dá-me palavras,

Dá-me caminhos,

Dá-me sentido,

Solta-me!

Linhas paralelas

Separadas por um fosso

Um espaço intransponível

Dissidente.

Vou perder-te,

Perco-me a mim.

Soltar de ti amarras invisíveis

Encarcerada em nós laçados por tuas mãos.

E como uma pauta de música

Melodia de sensatez,

Seguir à risca cada nota,

Deixar fluir a melodia em nós.

Alex 19/1/2008

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Perdida...

 

Sou uma rosa-dos-ventos, aponto em todas as direcções.

Mas hoje acordei e perdi o Norte.

Tentei encontrar-me, estava perdida.

Olhei à volta, tudo era vida!

E eu ali... à toa.

No horizonte um chamamento...

Tinha cor, não tinha cheiro.

Neste fim-de-mundo há cor,

Há musicalidade,

Há gestos de ternura,

E palavras encantadas...

... mas não há cheiro!

Não dou um passo com medo de me encontrar.

Não quero dar largas aos sentidos...

Não quero...

Não quero!

Alex

Segredos

serra

Imagem de Rick, in http://live.spaces.com

Nas pedras negras da serra

Escondem-se os meus segredos

E veio a chuva e lavou-os

Despindo esses penedos

E na terra se entranharam

Germinaram

E nasceram...

E hoje os meus segredos

Crescem fortes, vigorosos

E mostram-se ao mundo assim.

Não são vis,

Não são perigosos...

São o fruto do bem-estar

Que a serra me devolveu

São a paz da minha alma

Que um dia aí nasceu.

Alex 14/11/2000

A neve...

serra5

Imagem de Rick, in http//:live.spaces.com

Hoje vi-te com outros olhos

Pintada por outra mão

Apagou-se toda a cor

Mas a tua beleza não.

Cobriu-te toda de branco

Um manto como se fosse

Pincelada de um artista

De açúcar suave e doce.

Esses verdes e castanhos

Espelho de lágrimas divinas

Transformando num véu alvo

Os teus campos e colinas.

Alex   26/01/01

Estrela Serra

 

serra3

imagem de Rick, in http://spaces.live.com/

Sinto falta desses tons

Que agitam de verde, a alma

Sinto a falta do pulsar

Desse coração granítico

Desse cheiro a liberdade

Que só em ti eu respiro

Do grito que o peito solta

Se me aproximo daí.

Não te amo pela visão~

Que os outros têm de ti

Amo-te pelos momentos

Que unicamente eu senti.

 

Alex   22/6/2000

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Janela da Vida

1

Eu aqui, debruçada sobre a vida

Espreito ausente o vasto horizonte

Onde o mar apaga a terra e o sol

Nele se afoga.

Inclino-me mais um pouco

Urjo por ver-te, ó vida

Mas de tanto me alongar

Estico o sonho, rebentou!

E agora, que destino

Se o meu sonhar se apagou

Como alcança a vista o mar

Se ele próprio se afogou.

Alex 14/1/2008