As mãos crestadas amassam o pão
Os dedos rígidos pressionam, moldam
O peso de um corpo, a força e a vontade
A entrega ao trabalho dos que ainda lutam
Let us take a look at myself...
As mãos crestadas amassam o pão
Os dedos rígidos pressionam, moldam
O peso de um corpo, a força e a vontade
A entrega ao trabalho dos que ainda lutam
De um dia de sol intenso
Surgiu a luz depois da luz
Penetrou suavemente
Incessante, encandescente
Luz de brilho indizível
Ofuscante, permanente
Raios como braços quentes
Enlaçando-me carinhosos
Envolventes, assediantes
Que convidam ao amor
Luz minha que me alumias
Que me aqueces, me dás vida
Não viveria sem ti
Se algum dia te extinguias
One day, from no where
Came a little bright light
It’s name is Hope.
Hope has a strange brightness
As it shines only for me
And that tiny little light
Is as warm as the sunshine
Wrapping me all around
In a sweet and hot embrace.
And my bright and shining light
Is my guide, may map, my everything
It’s my strength, my tying rope
It will be, my light-of-hope.
Alex
20/03/2010


How many times do I have to open my eyes
Until I really feel awake?
How many times do I have to try to reach you
To find out you’re really there?
How many times am I supposed to tumble
And stand on my feet again?
How many times have I got to repeat
All my love for you?
How many times… how many lies!
Alex 21/10/2009
Is there one?
If there is… where’s mine?
Am I real?!…
I look myself in the mirror
I see but a performance of a person
Real me… Does it exist?
Alex 21/10Os dias passam pesados, lentos…
Vivo, a cada um, os meus tormentos,
A cabeça ausente, dormente,
O desespero latente…
Vejo a vida passar da minha janela,
Como uma bruma difusa, um borrão
Se aquela é a minha vida,
Como dizer-lhe que não?Sinto a mente separar-se do corpo, volátil
E lá do alto, mostrar-me insana, abjecta
E não há lágrimas que apaguem em mim
Este não ser e esta maldita faceta,
Que condeno a cada passo, cada dia
Mas a que não sei fugir, condenada à letargia.
Alex 21/10/2009
A tua ausência é um céu cheio de estrelas
Uma noite de luar…
Há o brilho, há a luz…
Mas não estás para me amar.
A tua ausência é uma tela
Onde não sei desenhar
Uma paleta de cores,
Com as quais, não sei pintar.
A tua ausência crepita
No calor do lume a arder
E eu extingo-o de lágrimas
Pois sem ti, dói-me viver.
Alex 9/10/2009
Dedos de vento acariciam-me o corpo
O mar lambendo-me as pernas
Amante irrequieto, devasso!
E eu enlevada deixo-me amar
Ah!… Houvesse homem que me amasse assim
Trepando-me pelas pernas…
Afagando-me lentamente o corpo,
Libertando-me a mente!
Mar, amante meu, pleno de segredos.
Envolve-me lentamente, conquista-me.
Quero sentir o prazer do teu toque, desvendar-te
Conquistando cada pedaço de mim,
Seduzindo-me com carícias e gemidos,
Sensual, dominador…
Entrego-me a ti, sou tua…
Mar amante!
Alex
Ser mulher é ser suporte,
Ser estrutura, alicerce.
É transformar o vulgar
Como o fazia Circe.
Ser mulher é pôr em tudo
Pedaços doces de amor
E é ter a força do mar
Para suportar a dor.
Ser mulher é ser mãe
De crianças, sem excepção
É sofrer a dor alheia,
Ser forte, estender a mão.
Ser mulher é ser encanto,
É charme, sensualidade.
É roubar forças ao vento
Em gritos de liberdade.
Ser mulher é ter a força
De lutar por um lugar
Ser uma marca de vida
E uma luz fazer brilhar.
E essa luz é diferente
Da do sol, da das estrelas
Pois tem contornos de amor
De mil facetas, tão belas.
Alex
Inebria-me os sentidos
Pelo cheiro, pelo toque,
Dá-me os teus beijos perdidos,
Deixa que te provoque.
Eleva-me ao paraíso
Enlouquece-me de amor.
Faz-me perder o juízo
Que eu quero esquecer a dor,
Desatinar, perder o siso.
Deixa a ternura envolver-nos,
Como o nevoeiro à montanha.
Fecha os olhos e perdemo-nos
Nesta loucura tamanha.
Esquece o mundo, esquece a vida
Dá-me força, dá-me alento
Quero sentir-me perdida,
Sentir o encantamento
Que é amar-te sem medida
Apenas por um momento.
Alex
Dói-me aqui... no peito,
Bem no sítio de onde arranquei o teu amor.
Dói-me tanto e sem sentido!
Este meu coração, ferido.
E essa dor, no meu silêncio,
Magoa em meu redor,
Fere de morte o nosso amor.
Alex 20/12/2008
Aprendi a beber em ti, minha fonte, minha nascente
Mataste-me a sede de viver, com as tuas águas refrescantes
Bebi-te aos poucos, não consigo sacear-me
De cada vez que olho as tuas águas cristalinas
Vem-me à alma uma sede, um desespero
Preciso de ti, sem beber-te não vivo
Sem escutar o teu marulhar, definho
Sem mergulhar em ti, já não sou eu
Quero ser levada na tua corrente
Percorrer-te da nascente à foz
Navegar-te pelas margens, pelos canais
Meu rio, minha vida
Alex
19/11/2008Hoje o dia é uma montanha russa
É um turbilhão de emoções
Uma roda viva de coisa nenhuma
Numa revoada de tudo...
E de nada.
Hoje as horas são mais longas
Os momentos mais profundos
As sensações mais à flor da pele.
E hoje o dia é cinzento, ventoso, frio
E é de sol, de calor e de ternura.
E hoje o dia é uma lágrima
Chorada, longe de ti
É uma mágoa profunda
Que quero diluir em mim.
E é todo o meu amor
Todo o teu amor
Nesta confusão de nós.
Alex
Seduzir
Aliciar
Atrair
Encantar
Fascinar
Arrebatar
Afeiçoar-se
Conquistar
Deslumbrar
Enfeitiçar
Prender
Magnetizar
Avassalar
Foram estes os passos que deste para me CATIVAR...
Alex