domingo, 23 de maio de 2010

Pão nosso…

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As mãos crestadas amassam o pão

Os dedos rígidos pressionam, moldam

O peso de um corpo, a força e a vontade

A entrega ao trabalho dos que ainda lutam

quarta-feira, 5 de maio de 2010

O meu olhar…




Tenho um olhar perdido, num oceano infinito

Tenho nele as conchas,

as pedras, o sal

É salgado o mar que os meus olhos reflectem

Salgado, de um doce sabor cristalino

Mas se me olhas de frente

Vês nele o mar revolto que me vai dentro



Alex

sábado, 17 de abril de 2010

Luz

De um dia de sol intenso
Surgiu a luz depois da luz
Penetrou suavemente
Incessante, encandescente
Luz de brilho indizível
Ofuscante, permanente
Raios como braços quentes
Enlaçando-me carinhosos
Envolventes, assediantes
Que convidam ao amor
Luz minha que me alumias
Que me aqueces, me dás vida
Não viveria sem ti
Se algum dia te extinguias

Alex

sábado, 20 de março de 2010

HOPE

One day, from no where

Came a little bright light

It’s name is Hope.

Hope has a strange brightness

As it shines only for me

And that tiny little light

Is as warm as the sunshine

Wrapping me all around

In a sweet and hot embrace.

And my bright and shining light

Is my guide, may map, my everything

It’s my strength, my tying rope

It will be, my light-of-hope.

Alex

20/03/2010

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A Saudade


Segura o meu rosto
Em tuas mãos, meu amor
Quero sentir os teus dedos
Roçar lentamente a minha face.
Mergulha o teu nariz nos meus cabelos
Quero ouvir-te gemer o meu cheiro,
Baixinho… ao meu ouvido,
Embriagado de ternura.
Passeia os teus lábios pela minha pele
Quero sentir os teus dedos
Revolteando os meus cabelos
E na nuca, o calor da tua mão.
Murmura-me ao ouvido melodias doces
Passa os teus lábios pelos meus,
Docemente… como o roçagar de um pássaro
E afunda-te no meu beijo quente…

Alex 19/2/2010

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Vida a Cores


Veio a noite e cobriu-me
de um manto feito de ti
e a noite não tem fim
quando a tua chama acendi
Na noite em que te sonho
há flocos de momentos doces
há carinho e ternura
desejo como se fosses
Arrebatamento sem sentido
cores de luz, alegria
e eu vivo caleidoscópio
girando-te em torno noite e dia
De todas as cores do mundo
a tua traz-me saudade
porque me prendes, querido
numa eterna liberdade

Alex 11/2009

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

How many times do I have to open my eyes

Until I really feel awake?

 

How many times do I have to try to reach you

To find out you’re really there?

 

How many times am I supposed to tumble

And stand on my feet again?

How many times have I got to repeat

All my love for you?

How many times… how many lies!

Alex 21/10/2009

Essence

Is there one?

If there is… where’s mine?

Am I real?!…

I look myself in the mirror

I see but a performance of a person

Real me… Does it exist?

Alex 21/10

LETARGIA

Os dias passam pesados, lentos…

Vivo, a cada um, os meus tormentos,

A cabeça  ausente, dormente,

O desespero latente…

Vejo a vida passar da minha janela,

Como uma bruma difusa, um borrão

Se aquela é a minha vida,

Como dizer-lhe que não?

Sinto a mente separar-se do corpo, volátil

E lá do alto, mostrar-me insana, abjecta

E não há lágrimas que apaguem em mim

Este não ser e esta maldita faceta,

Que condeno a cada passo, cada dia

Mas a que não sei fugir, condenada à letargia.

Alex 21/10/2009

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Ausência

A tua ausência é um céu cheio de estrelas

Uma noite de luar…

Há o brilho, há a luz…

Mas não estás para me amar.

A tua ausência é uma tela

Onde não sei desenhar

Uma paleta de cores,

Com as quais, não sei pintar.

A tua ausência crepita

No calor do lume a arder

E eu extingo-o de lágrimas

Pois sem ti, dói-me viver.

Alex 9/10/2009

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

sábado, 15 de agosto de 2009

Mar Amante

VRSA 150

Dedos de vento acariciam-me o corpo

O mar lambendo-me as pernas

Amante irrequieto, devasso!

E eu enlevada deixo-me amar

Ah!… Houvesse homem que me amasse assim

Trepando-me pelas pernas…

Afagando-me lentamente o corpo,

Libertando-me a mente!

Mar, amante meu, pleno de segredos.

Envolve-me lentamente, conquista-me.

Quero sentir o prazer do teu toque, desvendar-te

Conquistando cada pedaço de mim,

Seduzindo-me com carícias e gemidos,

Sensual, dominador…

Entrego-me a ti, sou tua…

Mar amante!

Alex

domingo, 8 de março de 2009

sábado, 21 de fevereiro de 2009

SER MULHER (Dia internacional da Mulher)



Ser mulher é ser suporte,


Ser estrutura, alicerce.


É transformar o vulgar


Como o fazia Circe.


Ser mulher é pôr em tudo


Pedaços doces de amor


E é ter a força do mar


Para suportar a dor.


Ser mulher é ser mãe


De crianças, sem excepção


É sofrer a dor alheia,


Ser forte, estender a mão.


Ser mulher é ser encanto,


É charme, sensualidade.


É roubar forças ao vento


Em gritos de liberdade.


Ser mulher é ter a força


De lutar por um lugar


Ser uma marca de vida


E uma luz fazer brilhar.


E essa luz é diferente


Da do sol, da das estrelas


Pois tem contornos de amor



De mil facetas, tão belas.


Alex


domingo, 15 de fevereiro de 2009

Encanto

 

Inebria-me os sentidos

Pelo cheiro, pelo toque,

Dá-me os teus beijos perdidos,

Deixa que te provoque.

Eleva-me ao paraíso

Enlouquece-me de amor.

Faz-me perder o juízo

Que eu quero esquecer a dor,

Desatinar, perder o siso.

Deixa a ternura envolver-nos,

Como o nevoeiro à montanha.

Fecha os olhos e perdemo-nos

Nesta loucura tamanha.

Esquece o mundo, esquece a vida

Dá-me força, dá-me alento

Quero sentir-me perdida,

Sentir o encantamento

Que é amar-te sem medida

Apenas por um momento.

Alex

sábado, 20 de dezembro de 2008

Amor...

Dói-me aqui... no peito,

Bem no sítio de onde arranquei o teu amor.

Dói-me tanto e sem sentido!

Este meu coração, ferido.

E essa dor, no meu silêncio,

Magoa em meu redor,

Fere de morte o nosso amor.

Alex 20/12/2008

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Sede

Aprendi a beber em ti, minha fonte, minha nascente

Mataste-me a sede de viver, com as tuas águas refrescantes

Bebi-te aos poucos, não consigo sacear-me

De cada vez que olho as tuas águas cristalinas

Vem-me à alma uma sede, um desespero

Preciso de ti, sem beber-te não vivo

Sem escutar o teu marulhar, definho

Sem mergulhar em ti, já não sou eu

Quero ser levada na tua corrente

Percorrer-te da nascente à foz

Navegar-te pelas margens, pelos canais

Meu rio, minha vida

Alex

19/11/2008

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Emoções

Hoje o dia é uma montanha russa

É um turbilhão de emoções

Uma roda viva de coisa nenhuma

Numa revoada de tudo...

E de nada.

Hoje as horas são mais longas

Os momentos mais profundos

As sensações mais à flor da pele.

E hoje o dia é cinzento, ventoso, frio

E é de sol, de calor e de ternura.

E hoje o dia é uma lágrima

Chorada, longe de ti

É uma mágoa profunda

Que quero diluir em mim.

E é todo o meu amor

Todo o teu amor

Nesta confusão de nós.

Alex

sábado, 25 de outubro de 2008

CATIVAR

Seduzir

Aliciar

Atrair

Encantar

Fascinar

Arrebatar

Afeiçoar-se

Conquistar

Deslumbrar

Enfeitiçar

Prender

Magnetizar

Avassalar

Foram estes os passos que deste para me CATIVAR...

Alex

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Inferno de Dante

Eu estranha de mim mesma
Reflectida no espelho da vida
Não me reconheço...
Não sei quem sou!
Agora alegre, feliz, capaz
E de seguida negra, vulgar, irreconhecível!
Por onde ando?
Que caminhos percorro
Que espinhos me arranharam
Que fiz de mim...
Onde fica essa ponte
Por onde atravesso, desorientada
E os caminhos de ida e volta
Antes imutáveis e agora...
... Agora natureza perecida,
escuridão, desolação...
Os meus passos perdidos
E a minha mente percorrendo
O Inferno, como Dante.

Alex 29-05-2008