sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A Saudade


Segura o meu rosto
Em tuas mãos, meu amor
Quero sentir os teus dedos
Roçar lentamente a minha face.
Mergulha o teu nariz nos meus cabelos
Quero ouvir-te gemer o meu cheiro,
Baixinho… ao meu ouvido,
Embriagado de ternura.
Passeia os teus lábios pela minha pele
Quero sentir os teus dedos
Revolteando os meus cabelos
E na nuca, o calor da tua mão.
Murmura-me ao ouvido melodias doces
Passa os teus lábios pelos meus,
Docemente… como o roçagar de um pássaro
E afunda-te no meu beijo quente…

Alex 19/2/2010

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Vida a Cores


Veio a noite e cobriu-me
de um manto feito de ti
e a noite não tem fim
quando a tua chama acendi
Na noite em que te sonho
há flocos de momentos doces
há carinho e ternura
desejo como se fosses
Arrebatamento sem sentido
cores de luz, alegria
e eu vivo caleidoscópio
girando-te em torno noite e dia
De todas as cores do mundo
a tua traz-me saudade
porque me prendes, querido
numa eterna liberdade

Alex 11/2009

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

How many times do I have to open my eyes

Until I really feel awake?

 

How many times do I have to try to reach you

To find out you’re really there?

 

How many times am I supposed to tumble

And stand on my feet again?

How many times have I got to repeat

All my love for you?

How many times… how many lies!

Alex 21/10/2009

Essence

Is there one?

If there is… where’s mine?

Am I real?!…

I look myself in the mirror

I see but a performance of a person

Real me… Does it exist?

Alex 21/10

LETARGIA

Os dias passam pesados, lentos…

Vivo, a cada um, os meus tormentos,

A cabeça  ausente, dormente,

O desespero latente…

Vejo a vida passar da minha janela,

Como uma bruma difusa, um borrão

Se aquela é a minha vida,

Como dizer-lhe que não?

Sinto a mente separar-se do corpo, volátil

E lá do alto, mostrar-me insana, abjecta

E não há lágrimas que apaguem em mim

Este não ser e esta maldita faceta,

Que condeno a cada passo, cada dia

Mas a que não sei fugir, condenada à letargia.

Alex 21/10/2009

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Ausência

A tua ausência é um céu cheio de estrelas

Uma noite de luar…

Há o brilho, há a luz…

Mas não estás para me amar.

A tua ausência é uma tela

Onde não sei desenhar

Uma paleta de cores,

Com as quais, não sei pintar.

A tua ausência crepita

No calor do lume a arder

E eu extingo-o de lágrimas

Pois sem ti, dói-me viver.

Alex 9/10/2009

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

sábado, 15 de agosto de 2009

Mar Amante

VRSA 150

Dedos de vento acariciam-me o corpo

O mar lambendo-me as pernas

Amante irrequieto, devasso!

E eu enlevada deixo-me amar

Ah!… Houvesse homem que me amasse assim

Trepando-me pelas pernas…

Afagando-me lentamente o corpo,

Libertando-me a mente!

Mar, amante meu, pleno de segredos.

Envolve-me lentamente, conquista-me.

Quero sentir o prazer do teu toque, desvendar-te

Conquistando cada pedaço de mim,

Seduzindo-me com carícias e gemidos,

Sensual, dominador…

Entrego-me a ti, sou tua…

Mar amante!

Alex

domingo, 8 de março de 2009

sábado, 21 de fevereiro de 2009

SER MULHER (Dia internacional da Mulher)



Ser mulher é ser suporte,


Ser estrutura, alicerce.


É transformar o vulgar


Como o fazia Circe.


Ser mulher é pôr em tudo


Pedaços doces de amor


E é ter a força do mar


Para suportar a dor.


Ser mulher é ser mãe


De crianças, sem excepção


É sofrer a dor alheia,


Ser forte, estender a mão.


Ser mulher é ser encanto,


É charme, sensualidade.


É roubar forças ao vento


Em gritos de liberdade.


Ser mulher é ter a força


De lutar por um lugar


Ser uma marca de vida


E uma luz fazer brilhar.


E essa luz é diferente


Da do sol, da das estrelas


Pois tem contornos de amor



De mil facetas, tão belas.


Alex


domingo, 15 de fevereiro de 2009

Encanto

 

Inebria-me os sentidos

Pelo cheiro, pelo toque,

Dá-me os teus beijos perdidos,

Deixa que te provoque.

Eleva-me ao paraíso

Enlouquece-me de amor.

Faz-me perder o juízo

Que eu quero esquecer a dor,

Desatinar, perder o siso.

Deixa a ternura envolver-nos,

Como o nevoeiro à montanha.

Fecha os olhos e perdemo-nos

Nesta loucura tamanha.

Esquece o mundo, esquece a vida

Dá-me força, dá-me alento

Quero sentir-me perdida,

Sentir o encantamento

Que é amar-te sem medida

Apenas por um momento.

Alex

sábado, 20 de dezembro de 2008

Amor...

Dói-me aqui... no peito,

Bem no sítio de onde arranquei o teu amor.

Dói-me tanto e sem sentido!

Este meu coração, ferido.

E essa dor, no meu silêncio,

Magoa em meu redor,

Fere de morte o nosso amor.

Alex 20/12/2008

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Sede

Aprendi a beber em ti, minha fonte, minha nascente

Mataste-me a sede de viver, com as tuas águas refrescantes

Bebi-te aos poucos, não consigo sacear-me

De cada vez que olho as tuas águas cristalinas

Vem-me à alma uma sede, um desespero

Preciso de ti, sem beber-te não vivo

Sem escutar o teu marulhar, definho

Sem mergulhar em ti, já não sou eu

Quero ser levada na tua corrente

Percorrer-te da nascente à foz

Navegar-te pelas margens, pelos canais

Meu rio, minha vida

Alex

19/11/2008

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Emoções

Hoje o dia é uma montanha russa

É um turbilhão de emoções

Uma roda viva de coisa nenhuma

Numa revoada de tudo...

E de nada.

Hoje as horas são mais longas

Os momentos mais profundos

As sensações mais à flor da pele.

E hoje o dia é cinzento, ventoso, frio

E é de sol, de calor e de ternura.

E hoje o dia é uma lágrima

Chorada, longe de ti

É uma mágoa profunda

Que quero diluir em mim.

E é todo o meu amor

Todo o teu amor

Nesta confusão de nós.

Alex

sábado, 25 de outubro de 2008

CATIVAR

Seduzir

Aliciar

Atrair

Encantar

Fascinar

Arrebatar

Afeiçoar-se

Conquistar

Deslumbrar

Enfeitiçar

Prender

Magnetizar

Avassalar

Foram estes os passos que deste para me CATIVAR...

Alex

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Inferno de Dante

Eu estranha de mim mesma
Reflectida no espelho da vida
Não me reconheço...
Não sei quem sou!
Agora alegre, feliz, capaz
E de seguida negra, vulgar, irreconhecível!
Por onde ando?
Que caminhos percorro
Que espinhos me arranharam
Que fiz de mim...
Onde fica essa ponte
Por onde atravesso, desorientada
E os caminhos de ida e volta
Antes imutáveis e agora...
... Agora natureza perecida,
escuridão, desolação...
Os meus passos perdidos
E a minha mente percorrendo
O Inferno, como Dante.

Alex 29-05-2008

domingo, 11 de maio de 2008

Achado

Encontrei no meu caminho a dor...
Encontrei a morte...
... a desilusão.
Tropecei em cada pedra,
Caí e levantei-me
E voltei a cair, ferida...
Erguendo-me de seguida.
Cheguei aki marcada,
Cicatrizes visíveis e invisíveis...
Cheguei tatuada pela vida,
O olhar perdido e a boca amarga.
No meio do meu caminho,
Encontrei, sem ver, a luz!
Dançou diante de mim, revelou-se.
Banhou-me, penetrou-me
E sem que eu pudesse impedir...
... iluminou-me,
... iluminaste-me!
Alex 10-05-2008

domingo, 27 de abril de 2008

De olhos bem abertos


Abre os olhos
Vê claro
Vê bem fundo
Vê fechado
Vê na alma
Lê na alma
A verdade que te acalma
A verdade que te inflama
Solta essa voz sem idade
Solta o grito lá do fundo
Grita alto...LIBERDADE
Alex

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Paraíso

Saboreio de longe o teu olhar

Doce, terno...

Saboreio-o, saboreio-te.

Provo à distância, desejo!

Mato a sede, bebendo-te as palavras

Mato a fome, alimentando-me da tua imagem.

Perco-me em devaneios, porque existes

És vida para lá da sensaboria, da mediocridade.

És o conforto onde me aninho,

O carinho que me embala.

És o meu refúgio,

Paraíso...

Alex 15/4/2008

quinta-feira, 6 de março de 2008

Cicatriz

Deslizar em mim teu doce olhar

E deixar derramar palavras silenciosas

Vestir-me de carinho e ternura

Marcar a fogo, em mim, na pele

Suave tatuagem idelével

Que abrasa dentro a alma

Fere, queima, deixa para sempre...

... cicatriz!

Alex 6/3/2008